A relação entre tempo e narrativa no pensamento de Paul Ricoeur: a leitura do Livro XI das Confissões de Agostinho

dc.contributor.advisor1Santos, Jorge Augusto da Silva
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0001-6111-1693
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3088783002373165
dc.contributor.authorMarques, Juliana das Neves Correa
dc.contributor.authorIDhttps://orcid.org/0009-0009-4549-2508
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/1079832775812437
dc.contributor.referee1Barreira, Marcelo Martins
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0002-9367-3073
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0690909917220112
dc.contributor.referee2Rossatto, Noeli Dutra
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0003-4176-574X
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/2947312243186882
dc.date.accessioned2025-04-03T02:28:40Z
dc.date.available2025-04-03T02:28:40Z
dc.date.issued2024-01-01
dc.description.abstractThis paper investigates Paul Ricoeur’s reading of Book XI of Augustine’s Confessions, as developed in Temps et Récit. The main objective is to identify elements in Augustine’s work that support Ricoeur’s thesis that time becomes human as it is narratively structured. To guide our research, we have formulated some central and general questions that we seek to answer throughout this investigation, namely: In what way does Augustine attempt to solve the enigma of time? What elements does Ricoeur find in Book XI that support his thesis that the solution to the paradoxes of time is narrative? Does Ricoeur ignore the relationship between time and eternity in his interpretation of Book XI of Confessions? To answer these questions, it is necessary to reconstruct Augustine’s meditation contained in Book XI of Confessions, in light of Ricoeur’s reading as presented in Temps et Récit. Augustine suggests a subjective conception of time, experienced internally in the soul as distentio animi (the distension of the mind). To reach this conclusion, Augustine reflects on the relationship between time and eternity, the ontological paradoxes of being and non-being of time, and the measurement of time. He contrasts the skeptical argument, which denies the existence of time, with everyday language, which inexplicably suggeststhat time doesindeed exist. Itseems that, in examining Augustine’s meditation on time, Ricoeur perceives that the Christian philosopher, in attempting to explain time, necessarily resorts to narrative, although without realizing it. Thus, Ricoeur argues that time only becomes human when it is narrated. For him, time acquires meaning and dimension through narrative, becoming incomprehensible otherwise: time exists because we narrate it.
dc.description.resumoEste trabalho investiga a leitura de Paul Ricoeur sobre o Livro XI das Confissões de Santo Agostinho, conforme desenvolvido em Tempo e Narrativa. O objetivo principal é identificar elementos na obra agostiniana que sustentam a tese de Ricoeur de que o tempo se torna humano à medida que é estruturado narrativamente. Para nortear nossa investigação ao longo da pesquisa, formulamos algumas questões centrais e gerais que buscamos responder no decorrer desta investigação, a saber: de que maneira Agostinho tenta solucionar o enigma do tempo? Quais elementos Ricoeur encontra no Livro XI que sustentam sua tese de que a solução para os paradoxos do tempo é a narrativa? Ricoeur ignora a relação entre tempo e eternidade em sua interpretação do Livro XI das Confissões de Agostinho? Para responder a estas questões, é necessário reconstruir a meditação de Agostinho contida no Livro XI das Confissões, à luz da leitura de Ricoeur apresentada na sua obra Tempo e Narrativa. Agostinho sugere uma concepção subjetiva de tempo, vivida internamente na alma como distensão (distentio animi). Para chegar a essa conclusão, Agostinho reflete sobre a relação entre tempo e eternidade, além dos paradoxos ontológicos do ser e do não-ser do tempo, e da medição do tempo. Ele contrapõe o argumento cético, que nega a existência do tempo, à linguagem cotidiana, que, de forma inexplicável, sugere que o tempo realmente possui ser. Parece que, Ricoeur, ao examinar a meditação de Agostinho sobre o tempo, percebe que o filósofo cristão, ao tentar explicar o tempo, recorre necessariamente à narrativa, embora sem se dar conta disso. Assim, Ricoeur argumenta que o tempo só se torna humano quando é narrado. Para ele, o tempo adquire significado e dimensão na narrativa, tornando-se incompreensível de outra forma: o tempo existe porque o narramos
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.formatText
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufes.br/handle/10/19073
dc.languagepor
dc.language.isopt
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseMestrado em Filosofia
dc.publisher.departmentCentro de Ciências Humanas e Naturais
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Filosofia
dc.rightsopen access
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/
dc.subjectTempo
dc.subjectNarrativa
dc.subjectEternidade
dc.subjectRicoeur
dc.subjectTime
dc.subjectNarrative
dc.subjectEternity
dc.subjectAgostinho
dc.subject.cnpqFilosofia
dc.titleA relação entre tempo e narrativa no pensamento de Paul Ricoeur: a leitura do Livro XI das Confissões de Agostinho
dc.typeThesis
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