Frequência uterina enquanto pista para sentir-com vivos e mortos

dc.contributor.advisor1Vianna, João Jackson Bezerra
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0002-8952-7292
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5097849908288629
dc.contributor.authorOliveira, Giuliana de Paula
dc.contributor.authorIDhttps://orcid.org/0009-0005-9122-5073
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/5170929662633490
dc.contributor.referee1Caliman, Luciana Vieira
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0001-8558-6562
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9364329546327845
dc.contributor.referee2Flores, Luiza Dias
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0002-6809-4803
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/8186109326992084
dc.date.accessioned2026-04-01T23:17:56Z
dc.date.available2026-04-01T23:17:56Z
dc.date.issued2025-08-12
dc.description.abstractThis dissertation proposes the concept of uterine frequency as an aesthetic and political trigger to reflect on the relationship between the body and planet Earth, based on its human, non human, living and dead inhabitants. The notion is developed from a dialog with James Hillman’s post-Jungian psychology, especially his ideas about image and soul, and with the concept of Body-without-Organs, developed by Gilles Deleuze and Félix Guattari. The discussion therefore revolves around the triggers of the feminine, the body, mediumship and death. Uterine frequency is conceived as a marker of the feminine in science, in interlocution with eco-feminist thinkers such as Donna Haraway, Vinciane Despret, Isabelle Stengers, Ursula K. Le Guin and Maria Puig de la Bellacasa. Their thoughts contribute to stressing the narratives of the Anthropocene and imagining other ways of relating to Gaia. Through cartographies and intuitive conversations between the living and the dead, the uterine frequency is performed as an invitation to reflect on our common origin: we all come from a womb, just as we are sons and daughters of the Earth. With Haraway, the proposal of thinking-with unfolds into feeling with. Through her tentacular thinking and the creation of imbroglios, uterine frequency is affirmed as an eco-feminist claim. Another imbroglio created concerns the challenge to the duality between life and death that the uterus manifests, being a space of cyclicity and decomposition, a kind of compost bin, as suggested by Haraway, which seems to allow us to think about mediumship and the relationship with the dead. Also with Silvia Federici, traditions of historically marginalized female knowledge are evoked and, in many cases, violently silenced for challenging the patriarchal linearity that separates life and death. Summoning conversations with non-human beings and with the dead appears, then, as a possible detour, a recurring practice among women and experienced by the interlocutors of this research. These are women with whom the researcher has trained as a circle facilitator, as well as participants in Curanderia, a circle she leads. Finally, uterine frequency emerges as a bet on care in the face of the risks of capture by the colonial-capitalist system. It dialogues with the knowledge of the body, as proposed by Suely Rolnik, with deviations from the sorcery of this system, as suggested by Isabelle Stengers and Philippe Pignarre, and as forms of resistance and re- enchantment of existence
dc.description.resumoEsta dissertação propõe o conceito de frequência uterina como um disparador estético e político para refletir sobre a relação entre o corpo e o planeta Terra, a partir de seus viventes humanos, não humanos, vivos e mortos. A noção é desenvolvida a partir do diálogo com a psicologia pós junguiana de James Hillman, especialmente suas ideias sobre imagem e alma, e com o conceito de Corpo-sem-Órgãos, elaborado por Gilles Deleuze e Félix Guattari. Logo, a discussão gira em torno dos disparadores feminino, corpo, mediunidade e morte. A frequência uterina é concebida como um marcador do feminino na ciência, em interlocução com pensadoras ecofeministas como Donna Haraway, Vinciane Despret, Isabelle Stengers, Ursula K. Le Guin e Maria Puig de la Bellacasa. Seus pensamentos contribuem para tensionar as narrativas do Antropoceno e imaginar outras formas de nos relacionarmos com Gaia. Por meio de cartografias e conversas intuitivas entre vivos e mortos, a frequência uterina é performada como um convite à reflexão sobre nossa origem comum: todos viemos de um útero, assim como somos filhos e filhas da Terra. Com Haraway, a proposta de pensar-com se desdobra em sentir-com. A partir de seu pensamento tentacular e da criação de imbróglios, a frequência uterina se afirma como uma reivindicação ecofeminista. Outro imbróglio criado diz respeito ao desafio à dualidade entre vida e morte que o útero manifesta, sendo um espaço de ciclicidade e decomposição, uma espécie de composteira, como sugerido por Haraway, que parece permitir pensar a mediunidade e a relação com os mortos. Também com Silvia Federici, são evocadas tradições de saberes femininos historicamente marginalizados e, em muitos casos, violentamente silenciados por desafiarem a linearidade patriarcal que separa vida e morte. Convocar conversas com seres não humanos e com os mortos aparece, então, como um desvio possível, prática recorrente entre mulheres e vivenciada pelas interlocutoras desta pesquisa. Estas são mulheres com quem a pesquisadora se formou como facilitadora de círculos, bem como participantes do Curanderia, círculo conduzido por ela. Por fim, a frequência uterina emerge como uma aposta no cuidado frente aos riscos de captura pelo sistema colonial-capitalista. Ela dialoga com o saber-do-corpo, como propõe Suely Rolnik, com os desvios à feitiçaria desse sistema, como sugerido por Isabelle Stengers e Philippe Pignarre, e como formas de resistência e reencantamento da existência
dc.formatText
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufes.br/handle/10/21022
dc.languagepor
dc.language.isopt
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseMestrado em Psicologia Institucional
dc.publisher.departmentCentro de Ciências Humanas e Naturais
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologia Institucional
dc.rightsopen access
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectEcofeminismo
dc.subjectFeminino
dc.subjectMediunidade
dc.subjectCorpo
dc.subjectMorte
dc.subjectEcofeminism
dc.subjectFeminine
dc.subjectMediumship
dc.subjectBody
dc.subjectDeath
dc.subject.cnpqPsicologia
dc.titleFrequência uterina enquanto pista para sentir-com vivos e mortos
dc.typemasterThesis
foaf.mboxgiupoliveira@gmail.com
Arquivos
Pacote Original
Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
GiulianadePaulaOliveira-2025-Dissertacao.pdf
Tamanho:
1.02 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format
Descrição:
Licença do Pacote
Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
license.txt
Tamanho:
1.71 KB
Formato:
Item-specific license agreed upon to submission
Descrição: