Tempo e escuta na música de William Basinski

dc.contributor.advisor1Silva, José Eduardo Costa
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0001-6160-0737
dc.contributor.advisor1Latteshttps://lattes.cnpq.br/8694174710192313
dc.contributor.authorMonte, Gilmar Antonio
dc.contributor.authorIDhttps://orcid.org/0009-0004-7792-8373
dc.contributor.authorLatteshttps://lattes.cnpq.br/6272862176027031
dc.contributor.referee1Tápia, Daniel
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0002-3649-6197
dc.contributor.referee1Latteshttps://lattes.cnpq.br/4936501035003683
dc.contributor.referee2Simões, Renan Colombo
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0003-4478-2027
dc.contributor.referee2Latteshttps://lattes.cnpq.br/3866164200404170
dc.date.accessioned2026-03-21T21:34:58Z
dc.date.available2026-03-21T21:34:58Z
dc.date.issued2026-02-20
dc.description.abstractThis study investigates the music of William Basinski through a phenomenological approach, drawing on Martin Heidegger’s reflections on time and being. The research departs from the hypothesis that Basinski’s work establishes a singular experience of temporality and listening, in which hypnotic repetition and sonic degradation transcend everyday chronological perception and lead the listener into a temporal field where past, present, and future coexist. The analysis examines how the use of degraded magnetic tape loops, a central element of Basinski’s poetics, reshapes the relationship between sound, memory, and transience, creating a sonic space that unveils the fragility of existence. The study focuses on three representative works: Disintegration Loop 1.1, Cascade, and Tear Vial, providing phenomenological descriptions of the sonic elements that structure their temporalities. It observes how processes of repetition, stability, and deterioration establish modes of listening that surpass mere passive hearing, approaching Heidegger’s notion of ontological time. The dissertation is organized into three chapters. The first presents the theoretical foundations, outlining the distinction between ontological and ontic time and discussing the concept of mousiké as a manifestation of the lógos of being. The second chapter offers phenomenological descriptions of the selected works, highlighting their temporal layers and the ways in which the materiality of the recordings shapes the perception of duration and memory. The third chapter synthesizes the findings, emphasizing how Basinski’s music not only reflects but transforms the perception of time and existence. By articulating the listening experience of Basinski’s works with Heideggerian ontology, this study seeks to broaden the understanding of music as a temporal and existential phenomenon, revealing its capacity to generate new forms of experience and modes of unveiling of being.
dc.description.resumotomando como referência as ideias de Martin Heidegger sobre tempo e ser. Parte-se da hipótese de que a obra do compositor instaura uma experiência singular de temporalidade e escuta, na qual a repetição hipnótica e a degradação sonora transcendem a percepção cronológica cotidiana, conduzindo o ouvinte a um campo temporal em que passado, presente e futuro coexistem. Analisa-se como os loops de fitas magnéticas degradadas, elemento central de sua poética, reconfiguram a relação entre som, memória e transitoriedade, criando um espaço sonoro que desvela a fragilidade da existência. O estudo concentra-se em três obras representativas — Disintegration Loop 1.1, Cascade e Tear Vial — descrevendo fenomenologicamente os elementos sonoros que estruturam suas temporalidades. Observa-se como os processos de repetição, permanência e deterioração instauram modos de escuta que ultrapassam a mera audição passiva, aproximando-se da noção heideggeriana de tempo ontológico. A dissertação organiza-se em três capítulos. O primeiro apresenta os fundamentos teóricos, expondo a distinção entre tempo ontológico e tempo ôntico e discutindo o conceito de mousiké como manifestação do lógos do ser. O segundo capítulo dedica-se à descrição fenomenológica das obras selecionadas, evidenciando suas camadas temporais e a maneira como a materialidade da gravação interfere na percepção da duração e da memória. O terceiro capítulo sintetiza os achados, ressaltando como a música de Basinski não apenas reflete, mas transforma a percepção do tempo e da existência. Ao articular a escuta das obras com a ontologia heideggeriana, o estudo busca ampliar a compreensão da música como fenômeno temporal e existencial, revelando sua capacidade de instaurar formas de experiência e modos de desvelamento do ser
dc.description.sponsorshipFundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES)
dc.formatText
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufes.br/handle/10/20970
dc.languagepor
dc.language.isopt
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseMestrado em Artes
dc.publisher.departmentCentro de Artes
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Artes
dc.rightsopen access
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectWilliam Basinski
dc.subjectEscuta fenomenológica
dc.subjectMúsica experimental
dc.subjectHeidegger
dc.subjectTempo ontológico
dc.subjectPhenomenological listening
dc.subjectExperimental music
dc.subjectOntological time
dc.subject.cnpqArtes
dc.titleTempo e escuta na música de William Basinski
dc.typemasterThesis
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