Formação docente como experimentação do sensível: resistências coletivas em comunalidades expansivas

dc.contributor.advisor1Carvalho, Janete Magalhães
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0001-9906-2911
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4780081698750924
dc.contributor.authorWerneck, Hociene Nobre Pereira
dc.contributor.authorIDhttps://orcid.org/0000-0002-3839-5584
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/6010875834417138
dc.contributor.referee1Silva, Sandra Kretli da
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0001-9800-6192
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0611688078195189
dc.contributor.referee2Delboni, Tania Mara Zanotti Guerra Frizzera
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0003-3950-0427
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/3008422505347658
dc.contributor.referee3Gallo, Silvio Donizetti de Oliveira
dc.contributor.referee3IDhttps://orcid.org/0000-0003-2221-5160
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/3808560029763904
dc.contributor.referee4Lima, Alexandra Garcia Ferreira
dc.contributor.referee4IDhttps://orcid.org/0000-0001-8285-471X
dc.contributor.referee4Latteshttp://lattes.cnpq.br/3937685552665813
dc.date.accessioned2026-03-30T15:05:54Z
dc.date.available2026-03-30T15:05:54Z
dc.date.issued2026-03-24
dc.description.abstractThis thesis emerges from the intersection between regulatory policies and creative forces that shape teacher education processes in public schools. Based on training encounters—often permeated by legislation, schedules, and functional progression scoring—the presence of a meritocratic logic was observed, one that converts the desire to learn into a bargaining chip, reducing education to a bureaucratic requirement. Thus, the problem of this research did not arise as a search for a solution, but as a disquiet: in what way can a form of education that invests in the relationship between the intelligible and the sensible move teachers’ thinking, opening cracks for invention, for collectivity, and for ways of learning-teaching that escape the naturalization of hierarchical and meritocratic processes that regulate the school? Guided by this unease and by the refusal to treat education as a cog in neoliberal performance machinery, the research takes as its general objective to map the affects and compositions that emerge from encounters with sensible signs—such as literature, images-photographs, dance, and short films—investigating how such ethical-aesthetic-political assemblages operate shifts in teachers’ thinking and engender other ways of doing education, not out of duty, but out of desire. To this end, cartography inspired by Deleuze and Guattari was adopted, articulated with Carvalho’s conversational networks, as a method-process: not to explain the territory, but to follow its breaths. Presence in the field, in a municipal Early Childhood Education school in Serra/ES, constituted the very process of data production: being-with, listening, conversing, allowing oneself to be affected. It was not about collecting information, but about accompanying the emergence of collective singularities. By tensioning educational policies in their different arrangements—such as Resolution Nº 2/2015, Resolution Nº 4/2024, Municipal Ordinance Nº 001/2010 (replaced by Ordinance Nº 021/2024), the DCNEI, the BNCC, and the BNC-Formação—diverse orientations become evident. Resolution Nº 2/2015, widely defended in the educational field, affirms formative principles that escape meritocratic logic; in contrast, in certain modes of operationalizing other regulations, especially in the BNC-Formação and in local arrangements of functional progression, meritocratic captures are observed that weaken invention and tend to fragment the teaching body into gradations. However, within the cracks of this scenario, breaths also emerge: panapanás, masked washerwomen, packs, and “treatises of little birds,” concept-images that, by following the forces of the sensible, affirm that education can still be a field of creation. The results indicate that the sensible operates as a condition of existence for teaching and not as a curricular adornment: it tensions what is instituted, expands collective potency, and reopens the time of formative encounters. The thesis thus maintains that continuing education is not reduced to an administrative requirement, but constitutes a condition of possibility for the shared creation of teaching. It therefore claims education as experimentation with the sensible, rejecting the equivalence between merit and value and affirming the sharing of the common as a force for producing communalities—not as homogeneous belonging, but as heterogeneous and inventive composition. Inspired by Spinoza, Deleuze, Guattari, Rancière, Rolnik, Carvalho, among others, this writing affirms that what moves the school is not the norm, but the encounter; what sustains teaching is not the metric, but potency. Thus, the thesis does not conclude: it takes flight, like butterflies in a panapaná, composing collective resistances in expansive communalities
dc.description.resumoEsta tese emerge do atravessamento entre políticas de regulação e forças de criação que marcam os processos de formação docente na escola pública. A partir dos encontros-formação, frequentemente atravessados por legislações, cronogramas e pontuações da progressão funcional, observou-se a incidência de uma lógica meritocrática que converte o desejo de aprender em moeda de troca, reduzindo a formação a requisito burocrático. Assim, o problema desta pesquisa não surgiu como busca de solução, mas como desassossego: de que modo uma formação que aposta na relação entre o inteligível e o sensível pode mover o pensamento docente, abrindo frestas para a invenção, para a coletividade e para modos de aprender-ensinar que escapem à naturalização dos processos hierárquicos e meritocráticos que regulam a escola? Orientada por esse incômodo e pela recusa de tratar a formação como engrenagem da performance neoliberal, a pesquisa assume como objetivo geral cartografar os afetos e composições que emergem dos encontros com signos sensíveis — como a literatura, as imagens-fotografias, a dança, os curtas-metragens—, investigando como tais agenciamentos ético-estético-políticos operam deslocamentos no pensamento docente e engendram modos outros de fazer formação, não por dever, mas por desejo. Para tanto, adotou-se a cartografia inspirada em Deleuze e Guattari, articulada às redes de conversações de Carvalho, como método-processo: não para explicar o território, mas para acompanhar suas respirações. A presença no campo, em uma escola municipal de Educação Infantil da Serra/ES, constituiu o próprio processo de produção de dados: estar-com, ouvir, conversar, deixar-se afetar. Não se tratou de coletar informações, mas de acompanhar a emergência de singularidades coletivas. Ao tensionar políticas formativas em seus distintos arranjos — como a Resolução nº 2/2015, a Resolução nº 4/2024, a Portaria municipal nº 001/2010 (substituída pela Portaria nº 021/2024), a DCNEI, a BNCC e a BNC-Formação — evidenciam-se orientações diversas. A Resolução nº 2/2015, amplamente defendida no campo educacional, afirma princípios formativos que escapam à lógica meritocrática; em contraste, em determinados modos de operacionalização de outras normativas, sobretudo na BNC-Formação e em arranjos locais de progressão funcional, observam-se capturas de viés meritocrático que fragilizam a invenção e tendem a fragmentar o corpo docente em gradações. Contudo, nas brechas desse cenário, também emergem respiros: panapanás, lavadeiras-mascaradas, matilhas e “tratados de passarinhos”, imagens-conceito que, ao acompanhar as forças do sensível, afirmam que a formação ainda pode ser campo de criação. Os resultados indicam que o sensível opera como condição de existência da docência e não como adorno curricular: ele tensiona o instituído, amplia a potência coletiva e reabre o tempo dos encontros formativos. A tese, assim, sustenta que a formação continuada não se reduz a requisito administrativo, mas constitui condição de possibilidade para a criação compartilhada da docência. Reivindica-se, portanto, a formação como experimentação do sensível, recusando a equivalência entre mérito e valor e afirmando a partilha do comum como força de produção de comunalidades — não como pertença homogênea, mas como composição heterogênea e inventiva. Inspirada por Spinoza, Deleuze, Guattari, Rancière, Ronilk, Carvalho, entre outros, esta escrita afirma que o que move a escola não é a norma, mas o encontro; o que sustenta a docência não é a métrica, mas a potência. Assim, a tese não conclui: abre voo, tal como as borboletas em panapaná, compondo resistências coletivas em comunalidades expansivas.
dc.formatText
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufes.br/handle/10/21004
dc.languagepor
dc.language.isopt
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseDoutorado em Educação
dc.publisher.departmentCentro de Educação
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação
dc.rightsopen access
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectFormação docente
dc.subjectMeritocracia
dc.subjectExperimentação do sensível
dc.subjectFilosofia da diferença
dc.subjectPolíticas de regulação da formação docente
dc.subjectComunalidades expansivas
dc.subjectTeacher training
dc.subjectMeritocracy
dc.subjectExperimentation of the sensible
dc.subjectPhilosophy of difference
dc.subjectPolicies for regulating teacher education
dc.subjectExpansive communalities
dc.subject.cnpqEducação
dc.titleFormação docente como experimentação do sensível: resistências coletivas em comunalidades expansivas
dc.typedoctoralThesis
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