Prevalência de depressão, falta de acesso, utilização e trajetória nos serviços de saúde por mulheres no período pandêmico
| dc.contributor.advisor-co1 | Co-orientador1 | |
| dc.contributor.advisor-co1ID | https://orcid.org/ | |
| dc.contributor.advisor-co1Lattes | https://lattes.cnpq.br/ | |
| dc.contributor.advisor1 | Orientador1 | |
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| dc.contributor.advisor1Lattes | https://lattes.cnpq.br/ | |
| dc.contributor.author | Fraga, Emily de Jesus | |
| dc.contributor.authorID | https://orcid.org/ | |
| dc.contributor.authorLattes | https://lattes.cnpq.br/ | |
| dc.contributor.referee1 | 1º membro da banca | |
| dc.contributor.referee1ID | https://orcid.org/ | |
| dc.contributor.referee1Lattes | https://lattes.cnpq.br/ | |
| dc.contributor.referee2 | 2º membro da banca | |
| dc.contributor.referee2ID | https://orcid.org/ | |
| dc.contributor.referee2Lattes | https://lattes.cnpq.br/ | |
| dc.contributor.referee3 | 3º membro da banca | |
| dc.contributor.referee3ID | https://orcid.org/ | |
| dc.contributor.referee3Lattes | https://lattes.cnpq.br/ | |
| dc.date.accessioned | 2026-01-13T21:18:40Z | |
| dc.date.available | 2026-01-13T21:18:40Z | |
| dc.date.issued | 2025-11-14 | |
| dc.description.abstract | The COVID-19 pandemic has had negative impacts on the mental health of the population and altered the functioning of health services. Access to care is crucial for prognosis, affecting not only individuals' lives but also collective well-being. In this context, depression stands out as the leading cause of global disability, generating high social costs and putting pressure on health systems. Therefore, it is essential to recognize the factors 6 associated with access to health services by people with this diagnosis. Objectives: To estimate the prevalence and identify the factors associated with the diagnosis of depression and lack of access to medical care, as well as to describe the profile of health service use by women with this diagnosis during the COVID-19 pandemic in the city of Vitória (ES). Methods: A population-based cross-sectional study was conducted with 1,107 women aged 18 years or older, residing in Vitória (ES). Prevalence rates were estimated with respective 95% confidence intervals (95% CI). Bivariate analyses were performed for the three outcomes, and associations involving dichotomous outcomes were assessed using the Rao–Scott chi-square test. Poisson regression was applied to evaluate factors associated with the diagnosis of depression. Results: The prevalence of depression diagnosis was 19.0% (95% CI: 16.8 – 21.4), being more than three times higher among women with negative self-rated health (PR: 3.84; IC95% 2.68-5.50). It was also higher among those without a partner (PR: 1.65; IC95% 1.30 - 2.09) and among those with private health insurance (PR: 1.78; IC95% 1.40 - 2.26). Lack of access to medical care was 4.8% (95% CI: 2.2 - 10.0), with higher proportions among women belonging to economic class D/E (33.3%; 95% CI: 8.4 - 73.1), with low education (25.0%; 95% CI: 6.6 - 61.0) and among those without health insurance (12.1%; 95% CI: 5.7 - 23.7). UBSs were most used among women aged 40 to 59 years (57.4%; 95% CI: 44.2 - 69.6), with elementary school education (80.0%; 95% CI: 54.9 -92.9), black (73.1%; 95% CI: 52.2 - 87.1), mixed-race (50.0%; 95% CI: 35.4-64.6), and belonging to class D/E (100%). Private clinics were more frequent among women aged 18 to 39 years (64.2%; 95% CI: 50.2–76.1), with higher education (59.7%; 95% CI: 49.4-69.2), white (71.0%; 95% CI: 60.0 - 81.0) and in class A/B (60.9%; 95% CI: 50.1 - 70.7). Conclusion: The study highlights the impact of the pandemic on the diagnosis of depressive disorders and demonstrates that sociodemographic factors influence both the occupation of spaces in society and the attention given to mental health complaints. In addition, it highlights the fundamental role of the SUS in reducing these inequalities by expanding access to health services, especially for historically marginalized groups | |
| dc.description.resumo | A pandemia de Covid-19 gerou impactos negativos na saúde mental da população e alterou o funcionamento dos serviços de saúde. O acesso ao cuidado é determinante para o prognóstico, afetando não apenas a vida dos indivíduos, mas também o bem-estar coletivo. Nesse contexto, a depressão se destaca como a principal causa de incapacidade global, gerando elevados custos sociais e pressionando os sistemas de saúde, portanto, torna-se fundamental reconhecer os fatores associados ao acesso aos serviços de saúde por pessoas com esse diagnóstico. Objetivos: Estimar a prevalência e identificar os fatores associados ao diagnóstico de depressão e à falta de acesso ao atendimento médico, bem como caracterizar o perfil de utilização dos serviços de saúde por mulheres com o diagnóstico durante a pandemia de COVID-19, no município de Vitória (ES). Métodos: Estudo transversal de base populacional, realizado com 1.107 mulheres com 18 anos ou mais, residentes em Vitória (ES). As prevalências foram estimadas com respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%). Foram realizadas análises bivariadas para os três desfechos, as associações para desfechos dicotômicos foram avaliadas pelo teste qui-quadrado de Rao-Scott. A regressão de Poisson foi aplicada para avaliar fatores associados ao diagnóstico de depressão. Resultados: A prevalência de diagnóstico de depressão foi de 19.0% (IC95%: 16.8 –21.4), sendo mais de três vezes maior entre mulheres com autoavaliação negativa da saúde (RP 3.84; IC95%: 2.68 - 5.50). Também foi mais elevada entre aquelas sem companheiro (RP 1.65; IC95% 1.30 - 2.09) e entre as que possuíam plano de saúde privado (RP 1.78; IC95% 1.40 - 2.26). A falta de acesso ao atendimento médico foi de 4.8% (IC95% 2.2 - 10.0), com proporções maiores entre mulheres pertencentes à classe econômica D/E (33.3%; IC95% 8.4 - 73.1), com baixa escolaridade (25.0%; IC95% 6.6 - 61.0) e entre aquelas sem plano de saúde (12.1%; IC95% 5.7 - 23.7). As UBSs foram mais utilizadas entre as mulheres de 40 a 59 anos (57.4%; IC 95%: 44.2 - 69.6), com ensino fundamental (80,0%; IC95%: 54.9 - 92.9), pretas (73.1%; IC95%: 52.2 - 87.1), pardas (50.0%; IC95%: 35.4-64.6) e pertencentes à classe D/E (100%). Já os consultórios particulares foram mais frequentes entre as mulheres de 18 a 39 anos (64.2%; IC95%: 50.2–76.1), com ensino superior (59.7%; IC95%: 49.4 - 69.2), brancas (71.0%; IC95%: 60.0 - 81.0) e de classe A/B (60.9%; IC95%: 50.1 - 70.7). Conclusão: O estudo evidencia o impacto da pandemia no diagnóstico de transtornos depressivos e demonstra que fatores sociodemográficos influenciam tanto a ocupação dos espaços na sociedade quanto a atenção dedicada às queixas relacionadas à saúde mental. Além disso, destaca o papel fundamental do SUS na redução dessas desigualdades, ao ampliar o acesso aos serviços de saúde, especialmente para os grupos historicamente marginalizados | |
| dc.description.sponsorship | Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo | |
| dc.format | Text | |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.ufes.br/handle/10/20788 | |
| dc.language | por | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.publisher | Universidade Federal do Espírito Santo | |
| dc.publisher.country | BR | |
| dc.publisher.course | Mestrado em Saúde Coletiva | |
| dc.publisher.department | Centro de Ciências da Saúde | |
| dc.publisher.initials | UFES | |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva | |
| dc.rights | open access | |
| dc.rights.uri | https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ | |
| dc.subject | Depressão | |
| dc.subject | Mulheres | |
| dc.subject | COVID-19 | |
| dc.subject.cnpq | Saúde Coletiva | |
| dc.title | Prevalência de depressão, falta de acesso, utilização e trajetória nos serviços de saúde por mulheres no período pandêmico | |
| dc.type | masterThesis |