Mestrado em Ciências Odontológicas
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Nível: Mestrado Acadêmico
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Navegando Mestrado em Ciências Odontológicas por Assunto "Carcinoma de células escamosas oral"
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- ItemCaracterização sociodemográfica, clínica e itinerária do carcinoma escamocelular oral em um centro de referência do estado do Espírito Santo(Universidade Federal do Espírito Santo, 2025-08-15) Guimarães, Mariana Barbosa ; Leitão, Águida Cristina Gomes Henriques; https://orcid.org/0000-0002-8591-3655 ; http://lattes.cnpq.br/2563401100488039; Barroso, Danielle Resende Camisasca; https://orcid.org/0000-0003-1193-2113 ; http://lattes.cnpq.br/3989074593181674; https://orcid.org/0009-0002-7378-980X ; http://lattes.cnpq.br/1829498964857800; Toporcov, Tatiana Natasha ; https://orcid.org/0000-0002-8929-5137 ; http://lattes.cnpq.br/5345064895953228; Esposti, Carolina Dutra Degli; https://orcid.org/0000-0001-8102-7771; http://lattes.cnpq.br/7465412734380334O carcinoma escamocelular (CEC) é tipo histopatológico mais comum do câncer de boca, ocupando o 8º lugar em incidência no Brasil. O sítio mais acometido é a borda lateral de língua, causado principalmente pelo alto consumo de tabaco e álcool, e o seu diagnóstico tardio é uma das principais causas de morbimortalidade elevada entre a população. Este estudo visa analisar o perfil dos pacientes portadores do CEC oral numa população do Espírito Santo (ES), de acordo com suas características sociodemográficas, clínicas e itinerária. Trata-se de um estudo transversal, coletado através de prontuários de pacientes submetidos a tratamento para o CEC oral no período de 2015 a 2023 em um centro de referência. Análise descritiva, Teste de Qui quadrado e Exato de Fisher foram utilizadas para análise das variáveis. Intervalos de tempos foram definidos para a investigação itinerária, bem como serviço ofertado e completude dos dados. Foram obtidos 48 casos, predominantemente homens (n=33, 68,7%), idade avançada (42 a 95 anos, média 60,7), pardos (n=33, 68,7%), tabagistas (n=19, 39,5%) e etilistas (n=21, 43,7%), com ensino fundamental incompleto (n=15, 31,2%). A maioria (n=29, 51,7%) das lesões estavam em língua, ulceradas e nodulares (n=26, 54,1%; n=10, 20,8%). A cirurgia foi o tratamento mais usado (n=35, 72,9%), e o serviço público o mais ofertado na consulta inicial (n=44, 91,6%) e tratamento (n=47, 100%). O intervalo da detecção da lesão pelo paciente até procurar atendimento em saúde obteve mediana de 6 (de 1 a 48) meses. O intervalo até o diagnóstico obteve mediana de 0,3 (de 0 a 65,7) meses, e o intervalo até o início do tratamento foi de 1 (de 0 a 15,8) mês. Houve associação entre pardos (p=0,04) e hipótese clínica de CEC (p=0,04) com o menor período de intervalo do paciente (0 6m), além da associação entre estágios iniciais I e II e tratamento cirúrgico (p=0,04). O perfil dos pacientes diagnosticados com CEC no ES evidenciam um padrão clássico e demonstram a relevância do serviço público. Os intervalos de tempo atendem a lei brasileira e seu estudo pode direcionar para políticas preventivas