Bebê como método : psicanálise, neoliberalismo e produção de subjetividade

dc.contributor.advisor-co1Co-orientador1
dc.contributor.advisor-co1IDhttps://orcid.org/
dc.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/
dc.contributor.advisor-co2Co-orientador2
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dc.contributor.advisor-co3Co-orientador3
dc.contributor.advisor-co3IDhttps://orcid.org/
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dc.contributor.advisor-co4Co-orientador4
dc.contributor.advisor-co4IDID do co-orientador4
dc.contributor.advisor-co4LattesLattes do co-orientador4
dc.contributor.advisor1Orientador1
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/
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dc.contributor.advisor2Orientador2
dc.contributor.advisor2IDhttps://orcid.org/
dc.contributor.advisor2Latteshttp://lattes.cnpq.br/
dc.contributor.authorRosi, Fernanda Stange
dc.contributor.authorIDhttps://orcid.org/
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/
dc.contributor.referee11º membro da banca
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/
dc.contributor.referee22º membro da banca
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/
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dc.contributor.referee33º membro da banca
dc.contributor.referee3IDhttps://orcid.org/
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dc.contributor.referee44º membro da banca
dc.contributor.referee4Latteshttp://lattes.cnpq.br/
dc.contributor.referee55º membro da banca
dc.contributor.referee5IDhttps://orcid.org/
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dc.contributor.referee66º membro da banca
dc.contributor.referee6IDhttps://orcid.org/
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dc.contributor.referee77º membro da banca
dc.contributor.referee7IDhttps://orcid.org/
dc.contributor.referee7Latteshttp://lattes.cnpq.br/
dc.date.accessioned2026-03-27T13:36:24Z
dc.date.available2026-03-27T13:36:24Z
dc.date.issued2026-02-09
dc.description.abstractThis thesis adopts “Baby as Method,” inspired by Child as Method by Erica Burman (2025), to read and interrogate the inscription of psychoanalysis within the practices of subjectivation in modernity. The research is organized around four figurations that serve as critical operators to examine the theoretical and ethico-political displacements of psychoanalysis through the lens of the clinic with babies: Psychogenetic Baby, a trope that introduces psychoanalysis as a theory that, since its emergence, has led us to the terrain of childhood, revealing its traces in psychic constitution as testimony to the incidence of the Unconscious. Freud is understood not only to have enabled the formulation of a properly infantile psychopathological field but also to have inaugurated a new proposal for science. The clinic with children—and especially with babies— places tension on the psychoanalytic method, challenging its epistemological limits in a constant search for validation. Misunderstood Baby situates Lacan’s critique of the loss of theoretical specificity and ethical radicality promoted by certain post-Freudians, defining the status of the subject as an effect of language and rescuing the subversion promoted by psychoanalytic discourse as the privileged way to position the subject in relation to knowledge and truth. Neuroplastic Baby analyzes the incidence of neoliberal rationality and the neurodiscourse in contemporary readings of childhood. It problematizes how cerebralist logic, supported by the notion of neurodevelopment, reconfigures the idea of the subject and introduces the normative ideal of performance, culminating in the centrality of autism as a paradigmatic diagnosis. The thesis considers the not-all neurological status of this clinical structure and the ambiguous position of psychoanalysis in face of the “autism industry,” ranging from rejection to conciliation. Automaton Baby, in turn, interrogates the permeation of neurodiscourse in psychic constitution and early childhood care practices. It shows how the valorization of the “competent,” active, and autonomous baby ends up becoming a form of objectification and control. This figuration reveals the capture of psychoanalysis by neurodevelopmentalist and risk-prevention logics and symbolizes, thus, the neoliberal ideal of premature autonomy and the erasure of the bond with the Other through the overvaluation of expert knowledge about subjectivity. Finally, the last chapter proposes an inversion of the neoliberal logic that captures suffering and subjectivity under normalization criteria. By considering autism as a pathology of the social, it demonstrates how the shadow of this clinical picture extends to babies (and perhaps to fetuses) and definitively exposes an ideal of childhood, a mode of bonding, and a form of suffering typical of our times. Understanding that each psychoanalyst’s choice regarding the use of theory and its modes of transmission must be regarded as a political act, this work values the wager on the subject of the unconscious as that which escapes scientistic ambition and nosographic categorization. Sustaining the discussion on the decoloniality and demedicalization of childhoods will require recovering the subversive character of psychoanalysis, repositioning it in its extimate condition
dc.description.resumoEsta tese adota “Bebê como método”, inspirado em Criança como Método, de Erica Burman (2025), para ler e interrogar a inscrição da psicanálise nas práticas de subjetivação da modernidade. A pesquisa organiza-se em torno de quatro figurações que servem como operadores críticos para ler os deslocamentos teóricos e ético-políticos da psicanálise, a partir da clínica com bebês: Bebê Psicogenético, tropo que introduz a psicanálise como teoria que, desde seu surgimento, nos conduz ao terreno da infância, evidenciando suas marcas na constituição psíquica, testemunho da incidência do Inconsciente. Considera-se que Freud não só possibilitou a formulação de um campo psicopatológico propriamente infantil, mas inaugurou uma nova proposta de ciência. A clínica com crianças e, sobretudo, com bebês, tensiona o método psicanalítico, desafiando seus limites epistemológicos em uma constante busca por validação; Bebê Malentendido situa a crítica empreendida por Lacan à descaracterização da especificidade teórica e da radicalidade ética promovida por alguns pós-freudianos, define o estatuto do sujeito, efeito de linguagem, e resgata a subversão promovida pelo discurso psicanalítico como o modo privilegiado para posicioná-lo em sua relação com o saber e a verdade; Bebê Neuroplástico analisa a incidência da racionalidade neoliberal e do neurodiscurso nas leituras contemporâneas sobre a infância. Problematiza-se como a lógica cerebralista, apoiada na noção de neurodesenvolvimento, reconfigura a ideia de sujeito e introduz o ideal normativo de desempenho, culminando na centralidade do autismo como diagnóstico paradigmático. Considera-se o estatuto não-todo neurológico deste quadro clínico e o lugar ambíguo da psicanálise diante da “indústria do autismo”, indo do rechaço à conciliação. Bebê Autômato, por sua vez, interroga os atravessamentos do neurodiscurso na constituição psíquica e nas práticas de cuidado com a primeira infância. Mostra como a valorização do bebê “competente”, ativo e autônomo acaba convertendo-se em forma de objetificação e controle. Essa figuração revela a captura da psicanálise pela lógica neurodesenvolvimentista e de prevenção de riscos, e simboliza, assim, o ideal neoliberal de autonomia precoce e o apagamento do laço com o Outro por meio da supervalorização dos saberes expertos sobre a subjetividade. O último capítulo, por fim, propõe uma inversão da lógica neoliberal que captura o sofrimento e a subjetividade sob critérios de normalização. Ao tomar o autismo como uma patologia do social, demonstra-se como a sombra deste quadro clínico chega aos bebês (quiçá aos fetos) e evidencia definitivamente um ideal de infância, uma modalidade de laço e de sofrimento típicos de nossos tempos. Por compreender que a escolha de cada psicanalista quanto ao uso que faz da teoria e das vias de sua transmissão deve ser considerada um ato político, valoriza-se a aposta no sujeito do inconsciente como aquilo que escapa à ambição cientificista e às categorias nosográficas. Sustentar a discussão sobre a descolonialidade e desmedicalização das infâncias exigirá o resgate do caráter subversivo da psicanálise, reposicionando-a em sua condição êxtima
dc.formatText
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufes.br/handle/10/20992
dc.languagepor
dc.language.isopt
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseDoutorado em Psicologia Institucional
dc.publisher.departmentCentro de Ciências Humanas e Naturais
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologia Institucional
dc.rightsopen access
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectPsicanálise
dc.subjectNeoliberalismo
dc.subjectSubjetividade
dc.subjectBebês
dc.subjectAutismo
dc.subjectPsychoanalysis
dc.subjectNeoliberalism
dc.subjectSubjectivity
dc.subjectBabies
dc.subjectAutism
dc.subject.cnpqPsicologia
dc.titleBebê como método : psicanálise, neoliberalismo e produção de subjetividade
dc.typedoctoralThesis
foaf.mboxemail@ufes.br
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