Distúrbios do crescimento placentário e desfecho reprodutivo em gestantes infectadas pelo HIV

dc.contributor.advisor1Miranda, Angelica Espinosa Barbosa
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0002-5556-8379
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5842271060162462
dc.contributor.authorReis, Helena Lucia Barroso dos
dc.contributor.authorIDhttps://orcid.org/0000-0003-2018-2529
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/4765578925839145
dc.contributor.referee1Cerutti Junior, Crispim
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000000294854191
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4257067087979999
dc.contributor.referee2Palaci, Moises
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000000320136071
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/2602694352713051
dc.contributor.referee3Passos, Mauro Romero Leal
dc.contributor.referee3IDhttps://orcid.org/0000-0002-6183-7985
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/0208292647351274
dc.contributor.referee4Menezes, Maria Luiza Bezerra
dc.contributor.referee4IDhttps://orcid.org/0000-0001-7001-2005
dc.contributor.referee4Latteshttp://lattes.cnpq.br/8014227256305140
dc.date.accessioned2024-05-30T00:49:15Z
dc.date.available2024-05-30T00:49:15Z
dc.date.issued2020-06-25
dc.description.abstractIntroduction. Fetal growth and placental disorders are common in the maternal infection by HIV and can be assigned to both the infection as well as to comorbidities not associated with the virus. In addition to being perinatal morbidity determinants, they constitute markers of abnormal intra-uterine environment and possible postnatal care diseases, including diseases in adult life. There are several studies on fetal growth restriction, however, little is known of the prevalence and severity of placental growth disorders in pregnant women infected by HIV. Objective. The aim of this study is to describe the placental growth disorders and the adverse reproductive outcome in pregnant women infected by HIV and to verify it’s relationship with the severity of maternal infection and the use of antiretrovirals. Patients and methods. A descriptive study in pregnant women infected by HIV who had fetal and concepts annexes available, whose terminations ocured between November 2001 and November 2014, attended in a university hospital in Vitória, Espírito Santo. One hundred-twenty-two cases were included, with gestational age (GA) equal to or greater than 154 days (22 weeks) post-menstrual, validated by ultrasonography, with clinical and laboratory data available, and whose dimensions in placental and fetal weight at birth were measured. For the evaluation of the dimensions in placental and fetal weight, in relation to the reference values, it was used: small (SGA), appropriate (AGA), and large (LGA) for the GA, when the values were below -1,28 between -1,28 and +1,28 or above + 1,28 score z, respectively, corresponding to the clinical cut-off points that demarcate the 10th and 90th percentiles. Births occurring before 37 weeks were considered preterm. Cases with unreliable gestational age, unavailable fetal weight at birth and misplaced fetal attachments were excluded. Results. Out of the 187 cases with located fetal attachments requisitions in the period of the study, we included a total of 122 pregnant women and newborns of HIV-infected women, with median age of 28 years (interquartile range = 24-32 years), 81,9% with at least one earlier gestation (100/122), 66.4 percent with six or more prenatal visits (81/122), 66.4 percent diagnosed before the current pregnancy (81/122), 55.7% with criteria for aids (68/122) and 52,4% with detectable viral load (64/122). The median count of lymphocytes T-CD4+ was 446 (IQ = 318-620). We observed SGA placental weight in 20.5% of cases (25/122) and SGA placental thickness in 9.3% (12/122). The SGA placental area was observed in 33.6% (41/122), and among SGA placental weight cases, 48% (12/25) were SGA fetal weight cases. SGA weight placentas had the highest proportion of SGA placental thickness (P = 0.003). Preterm birth was observed in 15,6% of the cases and perinatal death in 4.9% of cases. 36 years old and older women had 5.7 times the probability of having preterm birth when compared to those younger than 36 years old. Moreover, aids criteria patients had 3.7 times the probability of having preterm birth. The number of prenatal care attendances was inversely associated with preterm birth. Statistically significative associations were observed between AGA placentas and the usage of protease inhibitors, and between SGA placental weight and area. Conclusion. A high occurrence of placentas with a SGA weight and SGA area was observed related to SGA fetal weight. There was association of the SGA placental area with the use of PI. There was a higher occurrence of SGA fetal weight in the SGA placental weight cases. Preterm birth and perinatal death were more common than in the general population in HIV-infected women, and there was an association between pre-term labour and prenatal care attendances, maternal age and Apgar score lower than seven in the first minute.
dc.description.resumoIntrodução. Distúrbios do crescimento fetal e placentário são comuns na infecção materna pelo HIV e podem ser atribuídos tanto à infecção como às comorbidades não associadas ao vírus. Além de determinantes de morbidade perinatal, constituem marcadores de ambiente intrauterino anormal e de possíveis doenças pós-natais, inclusive doenças na vida adulta. Há vários estudos sobre restrição de crescimento fetal, entretanto, são pouco conhecidas a prevalência e a gravidade dos distúrbios do crescimento placentário em gestantes infectadas pelo HIV. Objetivo. O objetivo deste estudo foi descrever os distúrbios do crescimento placentário e desfecho reprodutivo adverso em gestantes infectadas pelo HIV e verificar a relação com a gravidade da infecção materna e uso de antirretrovirais. Pacientes e métodos. Estudo descritivo de casos em gestantes infectadas pelo HIV que tinham disponíveis os dados dos anexos fetais e conceptos, cuja terminações ocorreram entre novembro de 2001 e novembro de 2014, atendidas em um hospital universitário em Vitória, Espírito Santo. Foram incluídos 122 casos, com idade gestacional (IG) igual ou maior que 154 dias (22 semanas) pós-menstruais, validada por ultrassonografia, com dados clínicos e laboratoriais disponíveis e cujas dimensões placentárias e peso fetal ao nascer foram aferidos. Para a avaliação das dimensões placentárias e peso fetal, em relação aos valores de referência, utilizou-se: pequeno (PIG), adequado (AIG) e grande (GIG) para a IG, quando os valores estavam abaixo de -1,28, entre -1,28 e +1,28 ou acima de + 1,28 escore z, respectivamente, correspondendo aos pontos de corte clínicos que demarcam os 10º e 90º percentis. Os nascimentos com ocorrência antes da 37ª semana foram consideradas pré-termo. Foram excluídos os casos com idade gestacional não confiável, peso fetal ao nascer não disponível e anexos fetais não enviados ou extraviados. Resultados. Dos 187 casos de requisições de anexos fetais localizadas no período do estudo foi incluído um total de 122 (65,2%) gestantes e recém-nascidos de mulheres infectadas pelo HIV, com mediana de idade de 28 anos (distância interquartil = 24-32 anos). Realizaram seis ou mais consultas de pré-natal 66,4% (81/122), sendo 81,9% das gestantes com pelo menos uma gestação anterior (100/122), 66,4% foram diagnosticadas antes da gestação atual (81/122), 55,7% tinham critérios para aids (68/122) e 52,4% tinham carga viral detectável (64/122). A mediana da dosagem de linfócitos T-CD4+ foi de 441 (DQ = 303-620). Observou-se 20,5% de peso placentário PIG (25/122) e 9,3% de espessura placentária PIG (12/122). A área de placenta PIG foi observada em 33,6% (41/122) e, dentre os casos de peso placentário PIG, 48,0% (12/25) casos de peso fetal PIG. As placentas que apresentaram peso PIG foram as com maior proporção de espessura placentária PIG (P = 0,003). O nascimento pré-termo foi observado em 15,6% (19/122) dos casos , morte perinatal em 4,9 %(5/122) e a transmissão vertical do HIV em 4.9% (6/122) dos casos. Mulheres com ou mais de 36 anos de idade tiveram 5,7 vezes a probabilidade de ter nascimento pré-termo comparado àquelas com menos de 36 anos. Além disso, pacientes com critérios definidores de AIDS tiveram 3,7 vezes a probabilidade de ter nascimento pré-termo. O número de consultas do pré natal foi inversamente associado ao nascimento pré-termo. Associações estatisticamente significativas foram observadas entre a placenta com area AIG e o uso de inibidor de protease e entre o peso e área de placenta PIG. Conclusão. Uma elevada ocorrência de placentas com peso e área PIG foi observada relacionadas ao peso fetal PIG. Houve associação da área PIG com uso de IP. Houve maior ocorrência de peso fetal PIG nos casos de peso placentário PIG. O nascimento pré- termo e a morte perinatal foram mais frequentes que na população em geral e houve associação do nascimento pré-termo com número de consultas no pré-natal, idade materna e Apgar menor que sete no primeiro minuto.A restrição do crescimento placentário foi um distúrbio comum provavelmente atribuido ao vírus ou a combinação dos regimes dos antirretrovirais.
dc.formatText
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufes.br/handle/10/14529
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseDoutorado em Doenças Infecciosas
dc.publisher.departmentCentro de Ciências da Saúde
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Doenças Infecciosas
dc.rightsopen access
dc.subjectPeso fetal
dc.subjectDoenças placentárias
dc.subjectParto pré-termo
dc.subjectTerapia antirretroviral
dc.subject.br-rjbnsubject.br-rjbn
dc.subject.cnpqDoenças Infecciosas e Parasitárias
dc.titleDistúrbios do crescimento placentário e desfecho reprodutivo em gestantes infectadas pelo HIV
dc.typedoctoralThesis
Arquivos
Pacote Original
Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
Tese Helena Lucia.pdf
Tamanho:
2.18 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format
Descrição: